quarta-feira, 21 de outubro de 2015

QUIOSCAIADA

Já estava com saudades do “Porcão”, senti-me como o “Filho Pródigo” voltando ao lar,as moscas, velhas conhecidas nos saudaram fazendo um voo rasante sobre nossas cabeças, fiquei com os olhos marejados, tive vontade de vomitar mas resisti, fingi que não via toda aquela sujeira à minha volta.


O Caixa Preta discutia com o Galak, não sabia o motivo mas ouvia os gritos cheios de frases amorosas de ambos, onde a mãe era o personagem principal e a mais lembrada.
Sentamos e pedimos logo a famosa “Canela de Pedreiro” pois a sede com esse calor não estava perdoando ninguém, bastava ver o suor que escorria.
Sempre com uma história nova para contar o velho Caixa mostrava-se preocupado, meio chateado, dessa vez eu não diria que ele estava chateado mas sim “puto” com o que ele vinha notando pela cidade, com a proliferação dos quiosques por toda parte e que parece de um momento para outro ganhou força. A quioscaiada deita e rola, muitos sendo construídos na maior encolha ocupando áreas nobres, um maior que o outro...nem disfarçam, chegam e se abancam, pois sem uma fiscalização que bote fim a essa falta de vergonha, o melhor é invadir e pagar pra ver, esse é o lema da tchurma.







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