segunda-feira, 26 de setembro de 2016

TUDO PELO SOCIAL

Eu e o Caixa Preta estávamos fazendo a nossa tour pelos botecos da cidade, pois com esse calor que parece que estamos em pleno Saara pelados no sol,só aquela cerva bem gelada ia resolver e aplacar a nossa sede.


Passamos pelo “Mil e Uma Moscas” a coisa ficou esquisita pois o velho Caixa estava com uma “pindura” por lá e não tinha pago,fomos jogados na calçada gentilmente por dois “leões de chácara” que pareciam duas geladeiras.
Fazer o que ? Vamos encarar a sujeira do Porcão,pegamos o rumo daquele antro tão amado,onde o tratamento vip a nós dedicado pelo Galak me deixavam com os olhos marejados e com vontade de matá-lo.
Expliquei ao velho Caixa que aquela vida estava me cansando,o Guerrilheiro do Cerrado estava inspirado e me fez ver que era besteira.
A explicação do cabra me convenceu de uma vez por todas,pois o lado social me fez despertar e desistir de vez daquela ideia insana.
Dizia ele que outro dia tinha pensado realmente em parar de beber,mas teve que repensar,apesar da vergonha de chegar em casa e dormir na casinha do cachorro.
Mas o forte sentimento de dever social como cidadão falou mais alto,quando pensou nos milhares de trabalhadores nas cervejarias,distribuidoras,botecos que com seu emprego sustentam suas famílias.

Bate então muito forte a responsabilidade,a consciência pesada,não posso para de beber! Afinal eles dependem de mim. Tomamos um porre de lascar.

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