sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CAINDO NO SAMBA

Como sempre acontece nessa época do ano, esquecemos de tudo. O país que ha muito está em marcha lenta para e todas as atenções se voltam para os festejos de Momo, uma tradição de atraso que muitos dizem ser cultura, mas na realidade é a eterna cultura do atraso implantada nesse país desde o descobrimento, passando pela colonização até os dias de hoje.



Aqui na Tropicália, terra de Macunaíma, é assim. Difícil é ter que aceitar isso tão bovinamente como o povão aceita, sem nada reclamar, cantando e sambando, apesar dos achaques e descalabros praticados por governantes inescrupulosos durante toda a nossa história.
Reclama-se de tudo, mas nada se resolve, só não pode faltar samba, futebol e carnaval como em todo país que acha lindo o atraso, a falta de caráter e ética, políticos posando de salvadores da pátria sem nunca apearem do lombo da população, sempre prontos a aplicarem um novo golpe, desde que as benesses dos mesmos sejam mantidas.
Enquanto isso a Mangueira entra fazendo um estrago danado, parecendo um furacão. O pior de tudo são os que dormem na hora que a Mangueira entra deixando um rastro de destruição pior que um gigantesco tsunami, que talvez não tenha conserto nesse ano, nem com muito choro e promessas pros Santos vamos reverter tal cenário.
O grande palco está montado. Vamos ver mais uma vez as nossas poucas esperanças sambarem, pois o que mais interessa é o samba na avenida e o feriado para as nossas bebedeiras e pseuda alegria(mais falsa que nota de três reais), pois com ela procuramos esquecer o grande mal causado durante a entrada da Mangueira.

Não deixe o samba morrer!

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