segunda-feira, 6 de março de 2017

DEBOCHE

Muita gente revoltada com a explicação despudorada e em tom de deboche de um dos diretores da Caesb sobre os altos salários pagos aos funcionários em tempo de crise, que lá na empresa deve ser crise moral também.



Segundo ele, “o teto constitucional não é aplicado porque a fonte do pagamento dos servidores vem exclusivamente das tarifas pagas pelos cidadãos do DF. Os benefícios e gratificações, elevam os vencimentos”.
Isso dito na maior cara de pau, um verdadeiro acinte contra a população do DF como se o dinheiro para pagar os ditos salários não fossem tirados do bolso do contribuinte, ou seja, dinheiro público e como tal tem que ser tratado.
O que mais deixa o cidadão revoltado é a forma como o Governador tentou minimizar o fato em vez de demitir sumariamente, o apadrinhado e toda a “tchurma” que o acompanha, já que são comissionados e muitas vezes estão ali apenas para aproveitar benesses patrocinadas por acordos políticos.
Esses ditos benefícios não são coisa dada aos funcionários de carreira da referida empresa, que passam por processos de seleção para contratar quem realmente se capacitou para os cargos, não por favores políticos ou parentescos como alguns.
Mais uma vez vemos de forma descarada jogarem a população contra os que lá estão a muito tempo e carregam a empresa nos ombros praticamente, pois muitos amam o que fazem e não estão ali apenas para aproveitar uma sombra da frondosa árvore dos apadrinhados políticos.
Parece que esse filme eu já vi, trata-se de um desmonte do funcionalismo público apenas para permitir a privatização(doação) da empresa ao setor privado, como já aconteceu no passado e muitos ainda carregam nos ombros as marcas dessa insanidade administrativa, que passou como um furacão pela vida dos antigos funcionários e de seus familiares.
Vamos separar o joio do trigo, pois tem muita coisa nebulosa por trás dessas explicações sem nexo para a falta de investimentos e projetos.

Até quando?

2 comentários:

  1. Gurgel, Até quando você fica bravo é de se rir... ou não?

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  2. A pergunta é a seguinte, esses salários sempre existiram na empresa? ou começaram a serem pagos na gestão atual? se sempre existiram já é uma cultura da empresa o que não tira culpa da atual gestão em não cortar esses salários. se não existiam ai sim cabe retrataçao da atual gestão e demissão desses apadrinhados o mais rapido possivel.

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