sexta-feira, 24 de março de 2017

SOCIALIZANDO

Eu e o Caixa Preta já estávamos no Porcão, o quiosque onde a sujeira é um chamariz para os frequentadores. Apesar daquela sujeira quase divina, temos a cerveja mais gelada da região.




Sentados a nossa mesa favorita, onde até as moscas já nos conhecem, ficamos observando a Al-Qaeda fritando o tira gosto naquela gordura que nunca foi trocada, o Galak estava com aquela cara de muçulmano castigado por Alá.
O assunto era churrasco. O velho Caixa resolveu então fazer uma daquelas comparações cretinas que só ele sabe: Rico - Vamos começar pelo churrasqueiro... contratado a peso de ouro, sempre com um uniforme impecável, ainda conta com o apoio de uma equipe para atender a todos em suas mesas.
A área de lazer coberta, piso de granito, num lindo jardim com piscina, onde ninguém tem coragem de dar um mergulho para não estragar o lindo arranjo de flores tropicais bem no centro.
Pobre – O churrasqueiro, geralmente um conhecido que adora fazer churrasco, normalmente é um cabra barrigudo que fica suando com uma toalhinha no ombro, que ele usa para enxugar o suor que fica escorrendo, limpar as mãos e o que mais precisar, adora jogar cerveja na brasa pra dar um grau.
Para não fugir do tradicional, acontece geralmente na laje coberta com lona de caminhão para o sol não derreter os miolos. Poucas cadeiras, a maioria fica em pé com uma latinha na mão, sempre tomando cuidado com os esbarrões e pisadas no pé, a maioria está descalça.
Em vez de piscina, o tradicional banho de chuveiro, onde os bebuns começam a brincadeira de molhar todo mundo.

O importante é a diversão!

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